método ROPA

Método ROPA: maternidade compartilhada

O método ROPA (Recepção de Óvulos da Parceira) permite que casais homoafetivos femininos realizem o sonho de ter um filho por meio da gestação compartilhada

A reprodução assistida tem ampliado as possibilidades de realização familiar, permitindo que casais homoafetivos femininos vivam a maternidade de forma plena e compartilhada. Entre as técnicas disponíveis, o método ROPA tem ganhado destaque.

A sigla ROPA vem do inglês Reception of Oocytes from Partner, que significa “Recepção de Óvulos da Parceira”. Essa técnica permite que ambas participem ativamente da gestação: uma doa os óvulos e a outra gesta o bebê.

Mais do que um tratamento, o ROPA é uma forma única de viver a maternidade compartilhada. Une vínculo afetivo, cuidado e ciência, transformando o sonho de gerar em conjunto em uma experiência real e cheia de significado.

O que é o método ROPA?

No método ROPA, uma das futuras mamães doa os óvulos, enquanto a outra gesta o bebê. O processo acontece por meio da Fertilização In Vitro (FIV). Nesse procedimento, os óvulos de uma das parceiras são fertilizados em laboratório com o sêmen de um doador, e o embrião formado é transferido para o útero da outra.

Embora seja uma técnica de alta complexidade — e, por isso, tenha um custo mais elevado —, o ROPA tem se tornado uma escolha cada vez mais comum entre casais femininos. Isso porque oferece boas taxas de sucesso, que podem ultrapassar 60%, dependendo da qualidade dos óvulos, do sêmen e de outros fatores individuais

Como o método ROPA funciona

  1. Avaliação inicial e exames
    A equipe médica realiza uma avaliação detalhada e solicita exames laboratoriais para verificar a saúde e a fertilidade de ambas as parceiras.

  2. Seleção do sêmen
    O casal pode escolher entre duas opções: utilizar o sêmen de um doador anônimo, proveniente de bancos credenciados pela ANVISA, ou o sêmen de um parente de até quarto grau de uma das parceiras, desde que não exista consanguinidade.

  3. Estimulação ovariana e coleta dos óvulos
    A parceira que fornecerá os óvulos recebe medicações hormonais para estimular o desenvolvimento de múltiplos óvulos. Esses óvulos são coletados por meio de uma punção ovariana, realizada sob anestesia.

  4. FIV/ ICSI
    Os óvulos são fertilizados em laboratório com o sêmen do doador, dando origem aos embriões, que permanecem em cultivo até o momento ideal de transferência.

  5. Preparação do útero
    Enquanto isso, a parceira que vai gestar prepara o endométrio para receber o embrião.

  6. Transferência embrionária
    O embrião é transferido para o útero. E, cerca de 9 a 12 dias depois, é realizado o teste de gravidez. Em caso positivo, o acompanhamento segue com os cuidados obstétricos habituais.

É possível escolher o papel de cada uma?

O desejo do casal sobre quem gestará e quem cederá o óvulo é sempre o ponto de partida. No entanto, a decisão final depende de fatores médicos importantes. A idade e a reserva ovariana da parceira que doará os óvulos são decisivas, pois influenciam diretamente na qualidade e na quantidade dos óvulos.

Da mesma forma, a parceira que irá gestar precisa de uma avaliação clínica detalhada. Condições como histórico obstétrico, doenças crônicas e fatores de risco para a gestação ajudam a definir o caminho mais seguro.

Assim, o planejamento médico e o desejo do casal caminham juntos, garantindo segurança, acolhimento e as melhores chances de sucesso para que o sonho da maternidade compartilhada se torne realidade.

Método ROPA: o que diz o aspecto legal

O Conselho Federal de Medicina (CFM) autoriza o método ROPA no Brasil para casais homoafetivos femininos, desde que sejam legalmente casados ou vivam em união estável.

Antes do tratamento, as parceiras precisam concordar com o tratamento e assinar um termo de consentimento livre e esclarecido. Esse documento descreve cada etapa do procedimento e apresenta os riscos e implicações legais de forma transparente.

A legislação brasileira reconhece as duas mulheres como mães da criança, sem distinção entre quem doou o óvulo e quem gestou a gravidez. Assim, ambas compartilham os mesmos direitos e responsabilidades parentais.

Para registrar a criança, o casal apresenta a certidão de nascimento e o termo de consentimento assinado pelas duas, garantindo o reconhecimento legal da dupla maternidade.

Maternidade compartilhada com acolhimento e ciência

Na Embrionare, cada história é tratada com sensibilidade e compromisso científico. Nossa equipe está pronta para acolher e orientar você e sua parceira em cada etapa dessa jornada. Agende uma consulta e descubra como o método ROPA pode fazer parte da sua história.

 

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